Vacina chinesa aprovada! Será?

Atualizado: Ago 9

A empresa chinesa CanSino Biologics desenvolveu uma vacina baseada em um adenovírus chamado Ad5, em parceria com o Instituto de Biologia da Academia de Ciências Médicas do país. Em maio, pesquisadores chineses publicaram resultados promissores de um estudo de segurança da Fase I, e em julho relataram que seus estudos de Fase II demonstraram que a vacina produzia uma forte resposta imune. Em um movimento sem precedentes, os militares chineses aprovaram a vacina em 25 de junho por um ano como um "medicamento especialmente necessário". A CanSino não afirmou se a vacinação seria obrigatória ou opcional para os soldados.



O estudo em estágio inicial, publicado no Lancet , foi conduzido por pesquisadores de vários laboratórios e incluiu 108 participantes com idades entre 18 e 60 anos. Aqueles que receberam uma dose única da vacina produziram células T dentro de duas semanas. Os anticorpos necessários para a imunidade atingiram o pico no 28º dia após a inoculação.

É importante lembrar que a vacina não passou pela fase III, na qual os cientistas administram a vacina em milhares de pessoas e esperam para ver quantos são infectados, em comparação com os voluntários que receberam um placebo. No artigo publicado, os próprios autores afirmam que:

"A vacina com vetor Ad5 é tolerável e imunogênica 28 dias após a vacinação. As respostas humorais contra a SARS-CoV-2 atingiram o pico no dia 28 após a vacinação em adultos saudáveis, e respostas rápidas específicas de células T foram observadas a partir do dia 14 após a vacinação. Nossas descobertas sugerem que a vacina com vetor Ad5 merece mais investigação".

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Pequim está oferecendo vacinas aos funcionários das empresas estatais e das forças armadas, além de realizar ensaios clínicos em outros países. A oferta aos funcionários da gigante petrolífera estatal foi convincente: estar entre os primeiros na China a tomar uma vacina contra o coronavírus .

Os funcionários da PetroChina poderiam usar uma das duas vacinas "para uso emergencial" para se protegerem quando trabalharem no exterior como parte do programa de infraestrutura da China , de acordo com uma cópia do aviso, que foi revisado pelo The New York Times.

ATENÇÃO: A vacina abordada no presente artigo não é a mesma vacina chinesa que começou a ser testada aqui no Brasil. O Estado de São Paulo iniciou os testes (fase III) da CoronaVac, que é produzida pela empresa Sinovac, no dia 20 julho. Vamos torcer para que os protocolos sejam seguidos e os resultados sejam positivos.

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Fonte:

  • The New York Times

  • Feng-Cai Zhu et al. Safety, tolerability, and immunogenicity of a recombinant adenovirus type-5 vectored COVID-19 vaccine: a dose-escalation, open-label, non-randomised, first-in-human trial. Lancet 2020; 395: 1845–54.

  • DRAFT landscape of COVID-19 candidate vaccines - World Health Organization


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