Educação Personalizada: aprendizagem significativa e empreendedorismo

Atualizado: Out 17

Eu precisei de muita ousadia para pedir demissão da faculdade onde eu lecionava.


Ignorei o fato de estarmos numa pandemia, não me prendi ao recebimento do FGTS e nem à multa rescisória. Afinal, havia chegado o momento de eu colocar em prática um projeto antigo: Promover o aprendizado de ciências biomédicas sem as limitações que o sistema educacional formal, infelizmente, impõe. Então me dediquei, exclusivamente, ao Ensino Diferente.

Ainda sinto aquele frio na barriga! Ainda tenho medo por não ter a “segurança” da carteira assinada, por ter que estudar muito para tentar ser um professor empreendedor, por ter que construir um site, perfis em redes sociais e usar várias tecnologias sem ter um conhecimento aprofundado de marketing e de informática.

Em vários momentos eu pensei: será que estou sendo pretencioso demais? Será que estou fazendo uma leitura correta das carências que os estudantes da área da saúde têm? Será que eu tenho o conhecimento suficiente para oferecer um #ensinodiferente?

Hoje, 04/10/2021, fiquei muito feliz por ter encontrado uma reposta. E ela surgiu de uma forma inusitada... em um artigo publicado na Folha de São Paulo. O artigo intitulado “Educação personalizada para todos” foi escrito por Daniel Castanho, Presidente do Conselho do Grupo Anima, um dos maiores grupos educacionais da América Latina.



Daniel Castanho é uma daquelas personalidades que você, seja estudante ou professor, precisa escutar (podcast 45 do Primeiro Tempo) e ler porque ele está no grupo de pessoas que consegue propor grandes inovações e disrupções na forma de ensinar e de estudar.

Na página da Folha, o editor destacou o seguinte trecho do artigo:


“A escola do futuro é aquela que pergunta quais são os sonhos e objetivos de cada estudante; que investiga como ele aprende melhor – por vídeo, por leitura, por aula presencial? E em quais horários? Com trabalhos individuais ou em grupo? É, por fim, uma escola que desperta a curiosidade, sem a qual não há aprendizagem verdadeira”

Eu concordo plenamente com o que foi proposto no artigo. Mas acredito que as instituições de ensino ainda irão demorar mais um pouco para proporcionar aquele modelo de ensino. Afinal, será necessário alterar grades curriculares, capacitar professores, repensar a gestão financeira, repensar a carga horária, repensar o salário dos professores etc. Vale salientar que algumas das alterações precisarão da assinatura do MEC.

Eu, professor Jandson, estarei na torcida para que o grupo Anima e todos as outras instituições de ensino, públicas e privadas, consigam promover a revolução educacional defendida pelo ilustre Daniel.


No entanto, não posso deixar de compartilhar a minha felicidade por ter a confirmação de que o Ensino Diferente está no caminho certo. A proposta de educação que nós estamos praticando está de acordo com aquelas que grandes grupos educacionais ainda terão que implantar. Se você é estudante e quer uma educação personalizada, saiba que o ensino diferente já oferece isso! Se você atua como docente e precisa de uma mentoria para melhorar as suas práticas pedagógicas, saiba que o ensino diferente também já oferece isso! E se você representa uma instituição de ensino e precisa de um professor que ajude a promover alterações pedagógicas, saiba que pode contar comigo.



Por favor, não desista da educação!


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