EAD - Vilão ou mocinho?

De acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED), a história do EAD no Brasil começou em 1904, quando foi encontrado no Jornal do Brasil um anúncio nos classificados oferecendo um curso de datilografia por correspondência. O avanço da tecnologia e a falta de tempo das pessoas impulsionaram a popularização do EAD, mas não a sua qualidade. Por isso, a maior parte dos professores e estudantes ainda reclamam bastante desse tipo de ensino. O fato é que a internet deve ser utilizada para encurtar distâncias e não para mantê-las. Por isso que o EAD (precisamos alterar a nomenclatura) não vai deixar de existir. Afinal, existem instituições e professores autônomos que não oferecem apenas um conjunto de videoaulas gravadas.


ESTUDANTE

Você que é estudante precisa entender que a interação com os professores pode ser feita pela internet. Aulas ao vivo, atividades em grupos, debates, uso da realidade virtual e várias outras ferramentas podem ser usadas para promover a interação pedagógica. Coisa que, sejamos sinceros, no ensino presencial nem sempre acontece! Existem professores que, mesmo estando na mesma sala, continuam a vários anos-luz de distância. Analise a proposta pedagógica da escola/faculdade. Verifique quais são as atividades e canais de comunicação com o professor. Isso também é válido para quando você estiver procurando cursos livres. Veja bem, se você precisa entender conceitos pontuais… tirar dúvidas isoladas, por que pagar por isso? O youtube está cheio de vídeos isolados que tratam de temas específicos. Mas se você quer aprender mecanismos ou processos mais complexos, procure cursos que oferecem propostas pedagógicas diferentes assim você conseguirá aprender aquilo que não conseguiu na faculdade.

Negar a possibilidade de estudar no formato “EAD”, principalmente no contexto atual, é perda de tempo!


PROFESSOR

Infelizmente ainda somos uma classe muito fechada para as inovações. Isso precisa mudar, principalmente em relação ao EAD. Existem dois motivos que justificam essa abertura para as inovações: Garantir a sua vaga no mercado de trabalho e Manter a qualidade de ensino.

Não foi a pandemia que criou a demanda pelo ensino a distância, ela apenas acelerou o processo. O mercado educacional já demonstrava que havia a necessidade de possibilitar o aprendizado em momentos e espaços diferentes. Os profissionais e instituições que se preocuparam com a qualidade se fecharam para isso e deixaram o mercado aberto para ser ocupado por qualquer um. Qual foi o resultado disso? O surgimento de cursos livres, graduações e especializações sem qualidade. Agora cabe a você que tem vontade de se destacar profissionalmente e que milita pela qualidade do ensino estudar mais sobre o EAD e promover avanços. Brigar contra esta forma de ensino, principalmente no contexto da pandemia.


P.S.

  • Obviamente, a análise feita se aplica aos professores, instituições e estudantes que têm acesso à infraestrutura tecnológica que permite a prática do EAD.

  • O EAD continuará independentemente da minha e da sua vontade.

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